Crítica de Antonio Ortega verbo de “Pleamargen”

http://cultura.elpais.com/cultura/2016/05/23/babelia/1464016246_364218.html

Publicado en André Breton, Críticas | Deixa un comentario

Surrealidades entrevistas: Ramiro Torres

Grupo Surrealista Galego: Que OLYMPUS DIGITAL CAMERAé para ti, hoje, o surrealismo (ou surrealismos)?

Ramiro Torres: O(s) Surrealismo(s) é/são uma das materializações possíveis de uma libertação em andamento desde a existência do ser humano. Trata-se de iniciar permanentemente um espírito de procura e encontro, numa espécie de alquimia interior à existência onde as suas conexões transparecem e se visibiliza, de alguma forma intensa, estranha e poderosa, algo que está no fundo da realidade (no sentido mais amplo e imanente que for possível).

Pode ver-se como um movimento cultural e artístico que esmoreceu há tempo, o que não deixa de ser certo, desde perspectivas estritamente formais, num determinado nível. Ocorre que a pulsão motriz que o criou é algo atemporal, e independentemente dos nomes e taxonomias críticas, persiste enquanto haja humanidade. E é isso o que realmente me interessa e me faz perceber no surrealismo um relevante potencial libertador a dia de hoje. O trabalho de descoberta interior e exterior está aí, arde no coração e provoca caminhos no invisibilizado, contra todas as cegueiras (auto)impostas…

Grupo Surrealista Galego: Em que te sentes vinculad@ ao surrealismo (e que referentes seus consideras mais destacáveis para ti)? Que experiências tens…?

Ramiro Torres: Na linha do comentado previamente, a vinculação provém de me sentir interpelado por esse espírito inabarcável de procura e questionamento permanente dos marcos perceptivos existentes, sabedor de que a riqueza das capas da Realidade está a aguardar por um caminhar nosso muito mais livre e atento às suas manifestações.

Quanto aos referentes, sem me sentir plenamente identificado de um ponto de vista formal ou estético, tenho muito interesse por achegas de gente como André Breton, Benjamin Péret, António Maria Lisboa, etc., dentro do surrealismo habitualmente (re)conhecido com esse nome, mas há nomes como René Char ou Herberto Helder que também dão no alvo dessa procura que comentei antes.

No referente à experiência pessoal, além das leituras (entendidas como relacionamento interior com o fogo ou energia pura que persiste em tant@s autor@s), estou vinculado ao Grupo Surrealista Galego desde 2011. Sem ele não teria existido o Esplendor Arcano, com o que o agradecimento a esta forma de condensação cultural e artística é evidente. Como grupo humano, aprendes e desaprendes muitas cousas e enriqueces, sempre, as experiências, visando em todo momento, para mim, o acompanhamento de um percurso inadiavelmente pessoal que pode coincidir em maior ou menor medida com outros percursos dentro do Grupo, como mostra de uma diversidade natural que existe dentro dele.

Grupo Surrealista Galego: Que relação tem para ti o surrealismo com outras artes, experiências, conhecimentos, etc.?

Ramiro Torres: Desde a perspectiva aberta que sempre devemos ter, essas relações estão mudando constantemente. Do meu ponto de vista, a intensidade das artes é una, independentemente das formas concretas em que se manifestem. De aí que a liberdade absoluta que porta o surrealismo dentro dele permita criar sistemas de vasos comunicantes, ao tempo que avisa do perigo das fossilizações que podem chegar a apagar o seu fogo de não se alimentar adequadamente.

Diria também que, do ponto de vista da criatividade cultural e artística, tende a deixar um pouso de surpresa permanente, uma perspectiva fértil de (re)descobrir todo o existente desde diversos prismas, conscientes da necessidade de termos sempre os sentidos alerta ante o fulgor da existência.

Grupo Surrealista Galego: Para onde deve caminhar, do teu ponto de vista, o surrealismo?

Ramiro Torres: Acho que a actitude de fundo do surrealismo impede deixar de caminhar constantemente. Tudo está a mudar e, ao tempo, mantém dentro de si um fogo inicial (ou iniciático, se queremos), com o que esse andar libertante vai criando, ao tempo, novas formas, enquanto continua havendo algo realmente vivo nas formas já realizadas. Mais que para onde deve caminhar, acho que o mais importante é sermos conscientes de como estar (e ser) nós nesse caminho. A partir de aí, a nossa obriga é despertar continuadamente.

Grupo Surrealista Galego: Como entendes a união entre Arte(s) e Vida(s)? Que projectos tens (ou gostarias chegar a desenvolver nalgum momento) vinculados (da maneira que for) ao surrealismo?

Ramiro Torres: Para mim é algo que vem naturalmente dado, mas que tendemos a esquecer (ou nos tendem a fazer esquecer determinadas fossilizações, grande parte delas interiorizadas). Há um esforço que realizar sempre para recuperarmos a unidade perceptiva, estética, criativa e vital, mas, do meu ponto de vista, é necessário e útil para considerarmo-nos realmente seres humanos da maneira mais completa que for possível.

O projecto básico é continuar alimentando os processos vitais e artísticos com essa libertação quotidiana. Sinto o processo de escrita poética como necessário para mim, uma ferramenta com a que me sinto cômodo para continuar a procura, reconhecimento e comunicação desse fogo primordial (por usarmos uma metáfora tão válida como quaisquer outras). Neste sentido, além de que se configurem (ou não) possíveis poemários, estou aberto às (inter)relações com as demais artes, e, claro é, com a Realidade.

NOTA: a foto é de Isabel Andrade.

Publicado en Entrevistas, GSG, Ramiro Torres | Etiquetado , , | Deixa un comentario

Pai noso, por Xesús González Gómez

Se, como comentábamos na anterior entrega, un precedente (ou devanceiro) do poema de Dolors Miquel, que foi denunciado por unha denominada Asociación de Avogados Cristiáns, e que o xuíz, apelando ao sentido común, arquivou con todas as da lei, puido ser o «Pai noso…» de Benjamin Péret, do que dabamos a tradución, poden existir outros precedentes, se que é que a poeta catalá os coñece. Son poemas de poetas franceses abondo coñecidos. Un do século XIX e inscrito polos estudosos dentro do simbolismo: Jules Laforgue. Outro foi durante un tempo membro do grupo surrealista e despois de 1930 coñecido autor de guións cinematográficos; como poeta deuse a coñecer a partir de 1945, alcanzado durante moitos anos un éxito máis que considerábel, e non só dentro das fronteiras do seu país, senón tamén no mundo occidental e non sei se noutros lugares: Jacques Prévert.

O poema de Laforgue apareceu por vez primeira en 1970, ano en que da man de Pascal Pia se publicaba a edición das súas poesías no Libre de Poche (nº 2019). Velaí o poema de Laforgue, coas variantes, xa que existían dous manuscritos na Biblioteca de Jacques Doucet, de onde os tirou do seu sono o citado Pascal Pia:

Pequena oración sen pretensións

Pais Nosos que estades no ceo…
Paul Bourget

Pai Noso que estás no ceo (oh, alá enriba),
Infinito que es tan inconcebíbel
Dános o pan de cada día… –Oh, mellor
Déixanos sentar un pouco á Túa Mesa!
Di! Considérasnos aínda pobres nenos
A quen se deben esconder as Cousas Serias?
E a Túa Vontade só admite escravos
Así na terra como no ceo?…
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa –É asoballante!
Polo menos non nos induzas, cos teus sorrisos,
A caer na tentación de beixar o teu corazón!
E déixanos en paz, mortos para os mundos mellores,
Pacer, no noso curruncho, e fornicar, e rir!…
Pacer, no noso curruncho, e fornicar, e rir!…
(Variantes:
V. 1: Pai Noso que estas no ceo, por alá enriba
V. 2: Oh Infinito que es tan inconcibíbel!
V. 5: Di? Considérasnos recentemente nacidos
aaaa Di? Considérasnos simples nenos
aaaa Di? Considérasnos simpáticos nenos
v. 8: Así na terra como no ceo, no infinito?
aaaa Así na terra como no ceo? –É infinito
aaaa Así na terra como no ceo? Do ar
V. 9: Entón, non nos induzas, cos teus sorrisos
V. 11: E déixanos en paz, xordos aos mundos mellores.

E esta é a nosa versión do poema de Jacques Prévert, incluído no seu libro Paroles:

Pater Noster

Pai noso que estás no ceo
Queda alá
E nós quedaremos na terra
Ás veces tan linda
Cos seus misterios de Nova York
E os seus misterios de París
Que ben valen os da Trindade
Coa pequena canle de Ourcq
E a gran muralla de china
E o río de Morlaix
E os caramelos de Cambrai
E as dúas fontes da Tulleries
Cos nenos bos e os tipos malos
Con todas as marabillas do mundo
Que están aquí
Simplemente na terra
Ofrecidas a todo o mundo
Ciscadas
Marabilladas elas mesmas de ser tales marabillas
Sen se atrever a confesalo
Como unha mociña núa non se atreve a se mostrar
Coas espantosas desgrazas do mundo
Que son lexión
Cos seus lexionarios
Cos seus torturadores
Cos amos deste mundo
Os amos cos seus cregos e os seus traidores e os seus mercenarios
Coas estacións
Cos anos
Coas nenas bonitas e os vellos mamóns
Cos xergóns da miseria a podrecer nos aceiros dos canóns.

Publicado en GSG, Jacques Prévert, Jules Laforgue, Poemas, Referentes, Traducións, Xesús González Gómez | Etiquetado , , | Deixa un comentario

A Estrela da Deusa Anu

A Estrela da Deusa Anu 1 REDUCIDA

Publicado en Ana Zapata, collages, Fotografías, Xoán Abeleira | Etiquetado | Deixa un comentario

Pais nosos singulares e diferentes, por Xesús González Gómez

OXGG Péret ilustr. 2 pasado 14 de febreiro, durante a entrega dos Premis Ciutat de Barcelona, a poeta Dolors Miquel recitou o seu “Pare [ou mare] nostre”, o que indignou ao representante e portavoz do Partido Popular no concello de Barcelona, Alberto Fernández Díaz, irmán do ministro do Interior, condecorador de virxes e… non continuamos debido á lei mordaza. O poema de Dolors Miquel data de 2006 e está incluído no seu libro Misa pagesa (Misa campesiña), que foi galardoado co Premi Ciutat de Barcelona daquel ano.

Velai o poema que causou a indignación do Sr. Fernandez Díaz, Alberto:

Mare Nostra que esteu en zel,
sigui santificat el vostre cony,
l’epudiral, la llevadora,
vingui a nosaltres el vostre crit,
el vostre amor, la vostra força.
Faci’s la vostra voluntat al nostre úter
sobre la terra.
El nostre dia de cada dia doneu-nos avui.
I no permeteu que els fills de puta
avortin l’amor, facin la guerra,
ans deslliureu-nos d’ells,
pels segles del segles.
Vagina.
Anem…

Unha tradución, literal, ao galego, sería a seguinte: “Nai Nosa que estás en celo, / santificada sexa a túa cona/ a epidural, a comadroa,/ veña a nós o teu berro,/ o teu amor,/ a túa forza. Fágase a túa vontade no noso útero/ sobre a terra./ O noso día de cada día dánolo hoxe./ E non permitas que os fillos de puta/ aborten o amor, fagan a guerra,/ mais líbranos deles/ polos séculos dos séculos./ Vaxina./ Imos…

O poema non é, que digamos, unha marabilla, mais supoño que na intención da poeta non estaba facer un gran poema, o que sempre, sempre, é un erro. Mais tampouco había para tanto, mais a dereita recalcitrante xa se sabe: quérenos entregar o ceo aínda que sexa fusilándonos. En fin, as cousas están así. E ao día seguinte todos os xornais, televisións, radios e axencias de prensa españolas, non sei se algunha estranxeira, facíanse eco do “escándalo”, que non era tal. E as denominadas redes sociais, segundo algunhas noticias, ardían, sobre todo polos comentarios da dereita, da esquerda ben pensante e daqueles que non teñen outra cousa a facer que falar do próximo, e se é mal, mellor.

Pois, que eu saiba, ninguén comentou que o poema de Dolors Miquel tiña ilustres predecesores. Sobre todo un: o poeta surrealista Benjamin Péret. Contemos a historia.

En 1928 nas rotativas da imprenta é secuestrado (e posteriormente destruído) o libro Les rouilles encagées [As ferruxes encerradas, ou engaioladas], título por contrepèterie, que din os franceses e, polo tanto, o título real do libro sería (é) Les couilles enragées [Os collóns cabreados, ou rabiosos]. O libro, mestura de aventuras do vizconde Branleur des Couilles-Moles [o vizconde Masturbador –pajillero– dos Collóns Brandos] con poemas, cantos, cánticos, e vai ilustrado con debuxos de Yves Tanguy. Non foi até 1954, nunha tiraxe limitada a 100 exemplares polo editor surrealista Éric Losfeld, que puido ver lume. En 1970, apareceu outra edición, a máis popular, na colección Le desordre, dirixida por Jean Schuster. Na portadaXGG Péret ilustr. 1 (ilustración adxunta) o título era o oficial, Les rouilles encagées, na páxina tres, o real: Les couilles enragées (non sei se foi unha estratexia da editorial, a máis castigada polos tribunais da V República francesa, por riba da mítica Maspero, ou os editores mantiveron a idea inicial). En español existe unha boa versión, publicada 20 anos despois, en 1990, na colección La sonrisa vertical, da Editorial Tusquets, obra de Xavier Domingo. O libro non leva ningún tipo de prólogo, limiar ou advertencia, e así o lector fica sen saber a súa historia e as súas vicisitudes. Nas lapelas, cométense erros, sobre todo na parte biográfica, xa que se di que “al declararse la guerra civil española se alistó [Péret] inmeditamente en las Brigadas Internacionales y combatió en España hasta 1939, cuando al estallar la Segunda Guerra Mundial, pasó al ejército francés”. Péret, que pertencía ao P. O. I. [Partido Obreiro Internacional, de tendencias trotskistas], non se alistou nos Brigadas Internacionais, como sabe todo o mundo, senón que participou nas Brigadas do P. O. U. M. [Partido Obreiro de Unificación Marxista], e aínda que este partido non era trotskista nin seguía as directivas da IV Internacional, nel alistáronse moitos troskistas, tanto españois como doutros países, como os americanos Juan Brea e Mary Low, o apátrida, polaco de nacemento, xudeu de nación, francés de escrita, Jean Malaquais, etc. Digamos que despois de estar coas brigadas do POUM na fronte de Aragón, Péret pasouse aos anarquistas, xa que non aturaba o que el chamaba a burocracia deste partido. Tampouco é certo que Péret loitase en España até 1939: en abril de 1937, pouco antes dos feitos de maio de Barcelona, regresou a París, onde o esperaba a pintora Remedios Varo, que coñecera en Barcelona. Tamén nesta malfadada lapela (redactada polo tradutor) dise: “Su obra de narrador, poeta y ensayista habría dado lugar a cuatro tomos (finalmente sólo salieron a la luz dos), de haber seguido con vida Éric Losfeld, amigo personal de Péret y legendario editor de los surrealistas en su no menos mítica editorial Le Terrain Vague”. En Le Terrain Vague só saíron dous volumes das Obras completas dXGG Péret Tanguy 1e Péret, certo, pero en 1990, cando se publica en español Os collóns cabreados, xa apareceran tres volumes máis da obra completa de Péret, na non menos mítica editorial José Corti, edición, no entanto, patrocinada pola Asociación amigos de Benjamin Péret. As obras completas do poetas francés conforman, en total, sete volumes. É dicir, que cando Xavier Domingo redactou a lapela debía estar baixo os efectos dalgunha substancia algo tóxica. Digamos, de pasada, que a tradución española é máis que correcta, pero foi debido, sobre todo, ás correccións que lle fixo o encargado da edición, Juan Cerezo, actual director de Tusquets Editores. E engadamos que a versión española deste libro de Péret pasou case que completamente desapercibida. Na prensa barcelonesa, que eu saiba, só saíu unha ampla recensión (páxina enteira) do libro e da figura de Péret en El Periódico de Catalunya, asinada… por quen isto asina.

Neste pequeno libro, no que se narran as aventuras do vizconde masturbador, hai un poema que é, claramente, un antecedente do poema de Dolors Miquel. Non queremos dicir con isto que a poeta catalá se basease neste poema de Péret, nin mesmo que coñeza a Péret como poeta, menos, claro, como narrador, ideólogo e/ou revolucionario, só afirmamos que hai coincidencias, de forma e de fondo. Vexamos este poema, en versión (literal) galega: Sigue lendo

Publicado en Benjamin Péret, GSG, Referentes, Xesús González Gómez | Etiquetado , , , , , | 2 Comentarios

De confesións, curiosidades e achados, por Xesús González Gómez (II)

Continuación da parte I

–Foto rectangular (15×10) a cor. Vese un neno que debe ter entre ano e medio e dous anos, nun parque, no reverso, a man: “Lavrence in Greenwich Park”.

–Diversas follas salariais da empresa La Comercial Terrestre y Marítima de Barcelona S. A. do traballador F. S. B., afiliado á S.S. 8/247330, nº libro de Matrícula 8. Antigüedad en la empresa 1-10-48. Cotización 8, categoría profesional: Conductor mecánico. As follas corresponden a maio-xullo 1973.

–Postal na que se ven diversas embarcacións a vela. Enviada por firma ilexíbel a unha tal Bebel (súa filla) o 31-3-61, felicitándolle a Pascua (Semana Santa).

–Folleto 4 páxinas (13×19,50). Portada, a cores, unha muller enriba dun corcel encabritado e fronte dela uns homes airados con paus e estacas.
Abaixo, en letras vermellas:

M. XGG_ilus_10 AchadosLEVRAY
ODIOS VENCIDOS. O debuxo é de Altimida.
Nas páxinas dous e tres “la que todos leen y todos pueden leer: colección princesa”.
Propaganda da novela cuxo título se dá na portada e de tres máis: Romántica, Lucila y el matrimonio e ¿Heredero?, das que se reproduce a portada e se resume a trama.
Páx. 4: Os títulos publicados pola colección e os próximos a aparecer.
Tomos en 8º, a ptas. 4 en rústica con vistosa cubierta en colores, y pesetas 5,50 en tela.
DE VENTA EN TODAS LAS LIBRERÍAS

–Cromo dunha colección de coches: reproduce un automóbil.
Reover 216 vitesse G.B. Velocidad 174 km/h. consumo 8 l. Potencia 102 cvf Precio 1833814 Ptas.
Reverso: Coches. E tres preguntas
19. A un accidentado que se ha quemado hay que quitarle la ropa quemada
a. Sí
b. No
c. Es igual
La respuesta la encontrarás en el Álbum.
Ediciones Unidas s. a.

–Pousavasos, papel-algodón, do Hôtel du Rhône, Genève.

–Tarxeta que reproduce o debuxo dun neno cunha flor, deseño de Jaklien. E o seguinte texto: “Reconnaissant de la Grâce de mon Baptême, je confesse publiquement ma foi au Père, au Fils et au Saint-Esprit
Le 21 mai 1978 en l’église paroissiale de Richede
Patrice de Brugade”.
Made in Belgium.

–Un tal D. T. envíalle a Óscar a novela La ley de los similares, e un número de teléfono. Datada o 6 de novembro de 2013.

–Tarxeta en branco e negro (9,5×17) que reproduce unha coñecida foto na que se ve un anxo que vai en bicicleta e fumando. O anxo é unha muller. A tarxeta era a felicitación de aninovo de Alternatives Lokal Radio Zurich, 23-12-86. Sigue lendo

Publicado en Achados, GSG, Xesús González Gómez | Etiquetado , | Comentarios desactivados en De confesións, curiosidades e achados, por Xesús González Gómez (II)