A razão do perverso

Para o Mário Herrero, poeta.

A canção proscrita
invade os corpos
em posição auroral
sobre toda extinção,
campos desarmados
ardem sob os dedos
como a fome plena
do país exilado em nós:
uma sombra derrama-se
desde a vulva da luz,
equidistante no poema
a lufada última do vivo
e a convulsão do obscuro.

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